quinta-feira, 15 de julho de 2010

Palavras salgadas...

Minhas palavras...
Se encontram tão salgadas,
Que não merecem,
Ser estampadas.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A vida me cobra, o tempo me barra...

Não tenho pressa,
Mas não tenho calma...
A vida me cobra,
O tempo me barra...
O relógio se quebra,
E as horas me fogem!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mimi...Amor incondicional...


Pois é...
Vem aí!





































A Mimi do tio Gê...
Já tem dele amor incondicional...
O menino de coração dançarino,
Agora terá mais uma amiguinha,
Pra viver aventuras...
Ele à levará para o mundo da imaginação,
Onde terão:
Cavalos alados,
Bonecas falantes,
Pássaros cantantes...
E ela sempre será a princesinha.
Ele irá cantar pra ela dançar,
Enquanto na ponta do pé,
Ela irá rodopiar...







































terça-feira, 6 de julho de 2010

O menino e a lua...


Depois de várias as tentativas,
De muitos passos sem equilíbrio,
De muitos ensaios,
Que acabavam em quedas,
O menino aprendeu a andar,
E nunca mais parou...
Cada vez que crescia,
Descobria,
Novos caminhos,
Usava novos passos...
As pernas ficavam cada vez mais firmes,
E os pensamentos mais fortes,
Assim como seus sentimentos.
Quando achava que se perdia,
É que se descobria nele mesmo,
A coragem de vislumbrar o inesperado...
E o mundo e suas baratas,
Não mais o assustavam,
Como assustaram sua escritora predileta,
A Clarice.
Algumas vezes, se encontrou só,
A caminhar pela estrada.
Mas ele continuou...
Ao continuar, aprendeu a olhar pro céu,
E quando isso aconteceu,
Percebeu que a lua também vivia só.
Havia dias em que ela estava triste,
Minguante.
Em outros estava tão feliz,
Encontrava-se plena,
Cheia.
Cresceu com o que a lua lhe ensinou,
Aprendeu a ser,
Crescente.
E não só isso, descobriu que cada vez,
Que caminhava por um novo caminho,
Entrava na sua melhor fase,
Como a da lua,
Nova.
Hoje os dois,
O Menino e a Lua,
Fazem-se companhia,
Trocam segredos,
Confidências,
E ainda,
Brincam com as estrelas...




domingo, 4 de julho de 2010

Cada um segue seu caminho...

O balão que subia as nuvens,
com várias crianças chamando,
teve de desviar o caminho,
pois não fazia parte desse desenho.
O avião que trazia uma faixa,
com linda declaração de amor,
teve de mudar a rota,
pois neste céu azul é que não foi desenhado.
O pombo-correio que veio voando de fora da imagem,
bateu o bico na borda e caiu.
Por isso, o menino está sempre só.
Trecho de Rita Apoena

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor.
Há outras coisas no caminho onde eu vou.
As vezes ando só, trocando passos com a solidão.
Momentos que são meus, e que não abro mão.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa.
Sem me precipitar, e nem perder a hora.
Escuto no silêncio que há em mim e basta.
Outro tempo começou pra mim agora...
Pra rua me levar - Ana Carolina

Cada um segue seu caminho,

Até parece que não existiu carinho...

Pra quem tanto me cobrou,

No fim pouco demonstrou,

Mas tudo bem, a vida é assim...

As pessoas querem cobrar,

O que não estão dispostas à dar...

Por isso não falei que te amava,

Mas não só tinha um grande carinho por ti...

Como minhas lágrimas foram verdadeiras,

Quando tu me disse para cada um...

Seguir seu caminho.

Deixo aqui apenas meu carinho,

E sigo caminhando assim...

Sozinho!

GÊ!












sexta-feira, 2 de julho de 2010

Visão de adulto...Visão de criança...

Não costumo repassar correntes...Nem gosto de receber tais e-mails, mas esse me tocou de tal forma, que fiz melhor do que repassar...
Acho que por isso gosto de manter vivo o menino que sempre reluta para se manter dentro de mim...Leiam para entender...

Éramos a única família no restaurante com uma criança.
Eu coloquei Daniel numa cadeira para crianças e notei que todos estavam tranqüilos, comendo e conversando.
De repente, Daniel gritou animado, dizendo: 'Olá, amigo!', batendo na mesa com suas mãozinhas gordas.
Seus olhos estavam bem abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes.
Com muita satisfação, ele ria, se retorcendo.
Eu olhei em Volta e vi a razão de seu contentamento.
Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros, Sujo, engordurado e rasgado.
Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam através do que foram, um dia, OS sapatos.
Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo.
Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa.
Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal.
Suas mãos começaram a se mexer para saudar.
'Olá, neném. Como está você?', disse o homem a Daniel.
Minha esposa e eu nos olhamos:
'Que faremos?'.
Daniel continuou rindo e respondeu, 'Olá, olá,amigo'.
Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo.
O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho.
Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê. Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático.
Obviamente, ele estava bêbado.
Minha esposa e eu estávamos envergonhados.
Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices.
Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta.
Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento.
O velho se encontrava muito perto da porta de saída.
'Deus meu, ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel', disse orando, enquanto caminhava perto do homem.
Estufei um pouco o peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco do AR que ele pudesse estar exalando.
Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de 'carrega-me'.
Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem.
Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor.
Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido.
O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face.
Suas velhas e maltratadas mãos, cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro, suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel.
Nunca dois seres havia se amado tão profundamente em tão pouco tempo.
Eu me detive aterrado O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura:
'Cuide deste menino'.
De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: 'Assim o farei'.
Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor.
Peguei meu filho e o velho homem me disse:
'Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso'.
Não pude dizer mais que um entrecortado 'obrigado'.
Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo:
'Deus meu, Deus meu, me perdoe'.
Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através DA inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de Roupa suja.
Eu fui um cristão cego carregando um menino que não o era.
Eu senti que Deus estava me perguntando:
'Estás disposto a dividir seu filho por um momento?', quando Ele Compartilhou Seu Filho por toda a eternidade.
O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou:
Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um Menino, não entrará nele.' (Lucas 18:17).
Apenas repita esta frase e verá como Deus se move:
'Senhor Jesus Cristo, te amo e te necessito, entre em meu coração, por favor'.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E as estrelas acendem...


Quando as luzes se apagam,

E as estrelas acendem...

Parece que consigo me despir,

Deixo de ser eu mesmo,

Esqueço do medo que sinto,

E até acredito...

Que um dia poderei tocá-las.