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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sinto,quero apenas arranhar teu sentir...



Sinto,
Meu sangue correr,
O coração arder,
O fogo se alastrar,
Se intensificar...

Vem agora pra ficar.
Sente o meu querer,
Sei que também me quer,
Margaridas sem pétalas,
Depois de um mal-me-quer...

O calor do teu corpo é o que preciso,
O sabor do teu sorriso,
Meu corpo já faminto,
Liberta meu instinto,
Preciso desse sentir bandido...

Provocar esse amor,
Consumir teu calor,
Devorar teu corpo.
Machucar teu olhar,
Fazer uma lágrima brotar...

Depois apenas partir,
Sem pressa,
Sem promessa,
De novamente vir,
Quero apenas arranhar teu sentir...

Gê!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Necessidades...



Notas soltas
em dissonância
buscando-se
necessitando cantar

Pássaros protegidos
gaiola bonitas
encantado-se
necessitando voar

Árvores sufocadas
reservas ínfimas
enraizadas
necessitando respirar

Mares abertos
águas poluídas
misturando-se
necessitando chorar

Animais selvagens
guerras financeiras
consumindo-se
necessitando pensar

Seres, ainda, vivos
natureza mista
digladiando-se
necessitando respeitar



Palavras gentilmente cedidas
Pelo meu amigo...

Joakim Antonio

Agradecido e
Muito tocado pelo seu sentir,
Por sua consciência,
Pelo seu lindo descortinamento...
Segue o link,
Descortinamento Mental,
O mundo do meu amigo Joakim.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições...






Eleições...


Pois bem vamos falar de eleições,
Não!
Não estou falando de política não,
Estou falando de quando o coração,
O teimoso do coração,
Sem razão,
Elege um dono pra residir dentro de sí,
E chama o tal de amor...
E esse morador,
Além de não pagar aluguel,
Ainda nos recompensa trazendo dor,
Dor ao nosso sentir...
O eleito,
Não deu valor ao voto de confiança que recebeu,
E foi embora,
Com o pensamento de que nada aconteceu...
O amor é um político corrupto,
Que esquece quem lhe deu a mão,
Ao cair daquela tarde fria e escura,
Em que nos vemos sós.

Gê!



*Ontem enquanto estava na fila aguardando pacientemente [*&#@%!&#*”] para votar, me bati de frente com um monte de recordações e sensações que julgava que já haviam morrido dentro de mim...
Engano meu, pois o acaso ou o destino, me fez lembrar do amor que um dia residiu aqui dentro do meu peito (ou que ainda reside, exatamente não sei, e sinceramente prefiro não saber), mas ao me bater, e não literalmente mas fisicamente falando, ao me bater à um amor adormecido alguma coisa despertou...E sei que despertou somente em mim, como sempre foi...Por favor não pense se tratar de amor platônico, pois não me presto à esse tipo de amor, acredito que o amor é uma via de duas mãos, mas acredito que nesse caso, somente eu amei, ou fui quem mais amou...E também quem mais se magoou...
Não foi meu primeiro amor, mas talvez o mais verdadeiro, juntos tivemos grandes momentos, vivemos muitos sentimentos, e sei, que por alguns instantes, mesmo que por alguns instantes, esse amor se rendeu à mim, pude perceber em alguns instantes o seu querer e sua forma de sentir, diferente da minha, mas ainda assim muito forte...
Acredito que seus olhos sempre querem me dizer algo, ou talvez eu queira ver seus olhos me dizendo algo...
Apenas nos perdemos, e de quem foi à culpa, isso já não cabe mais determinar...
Mas percebo que sempre te busquei, que sempre te procurei, uma busca por teu cheiro, por teu gosto, por sentir a textura da tua pele, o brilho dos teus olhos quando encontravam os meus...O calor do teu corpo...
Fantasmas que por longo tempo tento esquecer, e por vezes até consigo, até que tão de repente... Tudo volta e se faz tão vivo, tão palpável, que posso sentir o teu gosto entre meus lábios... Mas são só lembranças, e assim elas devem ficar...Mas ao te ver elas ressurgem, e posso apenas senti-las e mais nada...E um sentir de saudade, já sem dor...
Apenas um sentir de amor! É apenas uma carta pra ninguém...


Gê!



No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém


Inverno - Adriana Calcanhoto.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Medo...




Quem já não sentiu medo?
Medo do escuro da noite,
Daquela noite fria,
Que te assustava quando menino.
Quem já não sentiu medo?
De cair da bicicleta,
Quando tiraram delas as rodinhas,
Seus joelhos lembram bem...
Quem já não sentiu medo?
De ser abandonado,
Na porta da escola,
Quando o sinal tocou,
E sua mãe não chegou.
Quem já não sentiu medo?
De ser assaltado,
Pra levarem seu calçado,
E você voltar calçando somente meias.
Quem já não sentiu medo?
De perder alguém,
Que tanto ama,
E ficar com um vazio no peito.
Quem já não sentiu medo?
De sonhar,
E ter de acordar e perceber,
Que tudo não passou de um sonho...
Quem já não sentiu medo?
Eu já!
De todas essas coisas,
E de tantas outras...





A vida é um sonho,
porque estamos todos andando,
em nosso sono...

Gê!