domingo, 31 de julho de 2011

Resquícios...




Minha razão,
Já fechou a conta e passou a régua.
De você quer léguas.
Que estória é essa!
De que você errou,
Não vem com esse papo,
De meu amor...
Não engulo mais sapo!
Sei que nos teus braços,
 Já delirei de tesão,
Mas amor não é só isso...
E o meu coração?
Que ficou arrasado no chão,
Todas às vezes que você me disse não.
Já afundei no poço escuro da solidão.
E você onde estava?
Que não podia me estender à mão.
Sai pra lá...
Nem vem com essa,
 De me chamar de coração.
Pra você não volto,
Nem com reza braba,
E não faz essa cara!
O barco virou,
E a expressão “a gente”...
Afundou!
Você me intoxicou,
Envenenou,
Tornou-se meu vício.
E com muito sacrifício,
Fui curando meu coração.
Cuidando da dor.
Daquilo que um dia,
Pensei poder ser um grande amor.
Demorou mas passou...
Foi como uma doença malvada.
Que deixou ferida na alma.
Mas se foi amor...
O tempo cuidou,
De apagar como uma vela.
Que o vento sopra.
E aos poucos,
 Não resta nem fumaça.

Gê.


Esse escrito é um ponto final,
Daquilo que poderia ter sido um grande amor,
Mas não foi!
Tornou-se apenas um vício...
Um vício ao qual finalmente,
Eu disse não!
Mas não tô feliz,
Não é fácil...
Enterrar um amor.

Gê.







sábado, 30 de julho de 2011

Uma noite confusa, cheia de vícios e resquícios do passado...


 Acho que quando buscamos pelo passado, o acaso dá seu empurrãozinho e faz com que encontros casuais aconteçam... Na verdade tenho revivido, uma parte do meu passado em lembranças, lembranças essas que transformam-se nos meus escritos mais quentes, mais carregados de desejos, como vários que vocês já viram por aqui, tendo por exemplo, o escrito -Teus Dedos e vários outros como o de ontem -São dois Corpos.

E então o acaso resolveu que deveria promover um encontro...

Encontros são inevitáveis, fogem à nossa vontade.
Agora nossas sensações e emoções ao encontrar o inesperado, são passíveis ao nosso controle... Sempre achei que não, até ontem...
Afinal minha razão e coração sempre brigaram feito cães, e a coitada da razão sempre saiu mordida, vencida... Claro que depois ela volta e diz ao coração:

Bem que eu lhe avisei...

Mas meu coração tem sua própria razão e eu sem dúvida sou o maior culpado, pois sempre dei asas a esse coração, mesmo sabendo que ele poderia chocar-se em um paredão e quebrar a cara. Então, como descrevia...

Ontem encontrei um cara que...

Por muitos anos foi meu grande amor, acho estranho escrever foi, pois sempre pensei no amor como sendo único... E aconteceu o que sempre temi que pudesse acontecer, ele chegou até mim, com aquele jeito de quem chega com a cara de que nada quer, trocamos algumas palavras triviais entre duas pessoas que não se falam há muito tempo...
Meu corpo logo entrou em ebulição, meus pensamentos foram instantâneamente atordoados, sentimentos confusos, um frio na barriga maior do que o frio que realmente fazia, as mãos sem saberem aonde posicionarem-se...
Estava sentindo-me um tolo...

Eis que a razão soou seu alarme: Perigo, perigo, perigo! Uh! Fui recobrando meus sentidos, como quem retorna depois do efeito de um vício, como quem vai ficando calmo depois que a tormenta passa... E voltei a raciocinar, fui sentindo meus pés no chão e disse à mim mesmo, você é o dono da situação, dessa vez dê ouvidos à razão!
Seguimos uma conversa até que agradável, mas ainda assim estava atento, pois previa que logo, eu seria posto à prova. Certas coisas nunca mudam, algumas atitudes e pessoas são tão previsíveis. E conversa vai, conversa vem, e a hora de ser posto à prova enfim chegou...

Quando escutei o seguinte:

A gente poderia tentar novamente, dessa vez pode dar certo, tu não quer voltar pra mim? E mais um tanto de coisas foram ditas, e tentativas vãs de justificar coisas injustificáveis foram feitas...

Escutei tudo muito atento, na defensiva de toques e aproximações não mais cabíveis... E finalmente pude dar meu veredito fazendo uso somente da razão (surpreso comigo mesmo por tamanho controle e domínio da situação), e com a máxima certeza de estar fazendo o que é certo, o melhor para mim, o melhor para ambos.

Respondi:

Eu não posso voltar para onde eu nunca estive... Hoje sei, posso ver com clareza que eu nunca estive em você, ao menos não como eu gostaria, não como eu merecia, e lá no fundo você também sabe disso... A conversa prosseguiu, foi bastante longa e difícil, afinal não é fácil fechar um ciclo que perdurava e mesmo estando fechado, acho que nós acreditávamos que poderia ser revivido, mas apesar de alimentar sentimentos e lembranças, eu sempre soube que uma hora essa conversa seria inevitável, como esse encontro.

Uma porta foi fechada atrás do meu caminho, já não havia motivos para mantê-la aberta.
Agora sigo meu caminho, com a certeza do inesperado.
Vou com passos firmes, com o corpo mais leve.

Gê.

Depois desse encontro inesperado, precisava organizar tudo isso em palavras, afinal de uma forma inconsciente eu esperava por esse desfecho final há muito tempo. Enquanto colocava meus pensamentos em ordem, muitas lembranças vinham à mente, e foi inevitável derramar as últimas lágrimas... Embora também no meu inconsciente esse ciclo já era fato consumado.
Enquanto digitava e organiza meus pensamentos, era acompanhado pela música:


 Casa

 De Lulu Santos na voz de Sandy.

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos
E deixar o corpo ir
No ritmo...

Depois era um vício
Uma intoxicação
Me corroendo as veias
Me arrastando pelo chão
Mas sempre tinha a cama pronta
E rango no fogão
Luz acesa, me espera no portão
Pra você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez

Às vezes é tormenta
Fosse uma navegação
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não
Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro
Já impressos no colchão
Pois sempre tem a cama pronta
E rango no fogão
Luz acesa, me espera no portão
Pra você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê
Que eu tô voltando pra casa
Outra vez

Primeiro era vertigem
Como em qualquer paixão
Logo mais era um vício
Me arrastando pelo chão
Pode ser que o barco vire
Também pode ser que não
Já dei meia volta ao mundo
Levitando de tesão
Pois sempre tem a cama pronta
E rango no fogão
Luz acesa, me espera no portão
Pra você ver
Que eu tô voltando pra casa
Me vê
Que eu tô voltando pra casa

Outra vez...

Link:  Casa...

Essa música guarda tantos momentos vividos em sua letra e em suas entrelinhas, que para o momento não havia melhor acompanhamento... Só que dessa vez, não mais haverá outra vez... Nem essa de tô voltando...
E tudo isso, esse momento vivido e a música serviram-me de inspiração para escrever - Resquícios, que dentro em breve será postado encerrando esse ciclo com um lindo ponto final, e não com um  final feliz, mas tudo bem...
A Vida é assim...

O Mundo gira é tudo muda de ordem é lugar!

Gê.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

São dois corpos...




A luz que entra pela janela,
Vinda da rua,
Trazida pela lua,
Revela meu corpo.


Esse corpo que espera,
Pelo seu corpo.
Pelo teu toque que liberta,
Todos meus instintos.


Faz-me selvagem.
Com esse teu olhar desejoso que acende,
E faz meu corpo ficar quente.
São apenas dois animais que esquecem ser gente.


Esquecem todas as leis.
São dois corpos...
Ocupando um mesmo espaço.
Unidos por um único laço.


São desejos que dançam,
Num mesmo compasso,
Com a força dos braços,
Seguros em abraços.


Teu corpo é meu porto.
Meu corpo é teu porto.
Teu porto é meu porto.
Meu corpo é teu corpo.

São dois corpos...


Gê!






 
Então beba e receba
 Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...

Beija Eu - Marisa Monte




Um Abração!
E é claro...
Um Bjo!
Gê!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

No silêncio da escrita...




Se eu fosse analfabeto,
Não saberia usar as palavras.
Nem faria desenho dos sentimentos com letras.
Não poderia fazer poesias escritas.
Mas ainda assim eu te amaria,
No silêncio da escrita...


Guardaria as palavras no pensar,
Sem mesmo saber usar.
Saberia conjugar o verbo amar,
Olhando as ondas do mar.
O coração à palpitar,
Pensando em você.


Buscaria formas pra te encantar.
Sem versos rimar,
Usando o olhar,
Tentaria declarar.
Todo meu amar,
Com a leveza do ar.

Gê!



Bjos pra vocês!
:)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Espero, Procuro, Peço...Você!



Espero...

Por todas as estações.
Enquanto guardo as sensações,
Escrevo declarações.

Procuro...

Nas letras das canções.
Quero entregar todas minhas emoções.
Vou desenhando corações.

Peço...

Durante minhas orações.
Em todas minhas ações.
Por todas as razões.

Espero, Procuro, Peço...

Você!

Gê.







terça-feira, 26 de julho de 2011

Giz...


-Giz-

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero


Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...


Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei


Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...


Legião Urbana
Composição:
Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá

Um abração de 


Pra vocês...

Gê!

domingo, 24 de julho de 2011

Quero um amor...




Quero um amor...
Com cara de dia quando acorda,
Com cheiro de sol,
Feito de alma clara.


Quero um amor...
De noite estrelada,
Com luz de lua nova,
Parecendo magia.


Quero um amor...
Pra despertar meu coração,
Pra vir somar alegrias,
E compor poesias.


Quero um amor...
Com sabor de tranquilidade.
Que tenha ar de proteção,
E sorriso de felicidade.

Gê!



Não sei como, mas eu sinto sua falta!
Mesmo antes de conhecer-te...

Beijos!
Boa Semana!

Gê!