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sábado, 11 de junho de 2011

Em busca do amor...


Dia dos namorados...
Isso direciona-me para sentimentos,
Sentimentos nobres,
O Amor!
Acredito ser este um dos mais nobres sentimentos,
E por pensar assim, jamais desperdiçaria-o em vão.
Pra bem da verdade, já cometi este erro e pago por ele até hoje,
Mas essa dívida é só minha, e não arrependo-me de tê-la feito...
Porém se existem os erros, deles ficam as aprendizagens,
E não estou disposto à cometer o mesmo erro...
Se você está perguntando-se onde eu pretendo chegar com tudo isso,
Sinceramente, não sei!
É apenas uma reflexão pessoal, pois ontem conversando com um amigo,
Sobre "O Dia dos Namorados", acabamos chegando em várias histórias,
Resumindo uma conversa de horas, 
Regada por muitas confidências de vida,
Que renderam-nos muitas risadas e boas lágrimas,
Debatemos como as pessoas piram nessa época,
Por não terem um "amor" ao seu lado,
 Para passar esta data consumista tão especial...
Não quero bancar o orgulhoso,
O superior, nem nada disso,
 Mas posso afirmar,
Que não quero alguém ao meu lado,
 E nem quero estar ao lado de alguém,
 Apenas para preencher um lugar vago.
Quero sim!
E quero muito,
Um cara bacana,
Que me complemente,
 Que ande em sintonia com minha forma de ser,
De sentir, de pensar...
Não estou à procura de um amor descartável!
Quero um sentimento palpável,
Contraditório assim como eu!
Por isso faço como Clarice:

"Todos os dias, quando acordo,
 vou correndo tirar a poeira
da palavra amor..."

Clarice Lispector

Um Feliz Dia dos Namorados à todos!
Um abração!

P.S: Ainda sigo em busca do amor,
Interessados deixem currículos com os seguintes requisitos:
-E o amor lá, precisa de requisitos?

Bjão!
Gê!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saudade de ser dois em um...


Acordei hoje,
 Com uma saudade imensa de mim mesmo.
Com saudade do meu melhor,
Saudade de quando fomos dois.
Embora eu,
É que era nós dois.
Pois amava por dois...
Mesmo assim acordei,
 Com saudade daquele tempo,
Saudade de ser dois em um!

Gê!


Saudade é não saber.
 Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
 não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
 não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.

Martha Medeiros


Embora tenham se passado tantos anos, ainda hoje:

Quando penso em você,
fecho os olhos de saudade.

Cecília Meireles


E ainda sei:

Mas lembrar-se com saudade
É como se despedir de novo.

Clarice Lispector


Mas como posso despedir-me de novo,
Se eu jamais quis partir,
E por isso essa despedida,
Ainda é viva,
E me dilacera,
Me mata em vida.

Gê!


Nas noites frias,
Com o bater de queixo,
 É teu nome que eu sussurro...
E ele aquece-me o coração.

Gê!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Se eu fosse um livro...(teste)



Passeava por um dos cantinhos que costumo visitar e me deparei com o seguinte teste:

Se você fosse um livro nacional, qual seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra:

Garanto que vale à pena conferir, realizei o teste mais de uma vez, em algumas escolhendo uma outra opção de resposta, quando fiquei em dúvida sobre qual resposta escolher nas alternativas e o resultado foi o mesmo...

Se eu fosse um livro seria...

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeia viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Que felicidade o resultado desse teste... Ser uma obra de Clarice, ahhh não mereço tanto...

“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.”
Clarice Lispector